Quanto Vale ou é por Quilo?

Publicado: 16 de outubro de 2009 em Cine Brasil

Quanto vale ou é por quilo?” – o autor Sérgio Bianchi, nos convida a crítica e a politização dos usos e abusos que políticos e mercenários fazem das “minorias” e das tecnologias para explorarem o lucro. O autor desenha a narrativa alternando imagens que simulam acontecimentos do período da escravidão no século XVIII com imagem da contemporaneidade onde negros, pobres e favelados são escravizados pela falta de políticas públicas, onde projetos corruptos engordam as estatísticas governamentais e não alteram, de fato e de direito a mobilidade social e econômica das minorias.

O filme apesar de centrar na discussão “dos dominantes versus dominados” investe também em cenas que valorizam os praticantes e suas táticas na tensa disputa do cotidiano. Um das partes que mais chamaram nossa atenção para a discussão dos usos e abusos das tecnologias digitais na sociedade passa-se  no contexto de uma Ong que leva para comunidades do Estado do Rio de Janeiro, computadores defasados, sem conexão a rede internet e sem projeto  social de inclusão cibercultural. A narrativa denuncia Ongs – organizações não governamentais –  oportunistas , que muitas vezes, preenchem a ausência do Estado, e tenciona como, muitas vezes, os computadores chegam nas práticas sociais apenas como um argumento de venda, modismo ou um meio para pseudo inclusão digital. Por inclusão digital entendemos todos os processos que viabilizam não só o acesso as mídias digitais em rede, como também e, sobretudo, os usos que os praticantes fazem destas para  a potencialização de autorias e o exercício da cidadania na Cibercutura e na Sociedade em Rede (Castells).

Edméa Santos

O filme foi exibido em nosso cineclub, às 15h, na sala 12.027B, na Faculdade de Educação – UERJ.

Ficha técnica

Título original: Quanto Vale ou é por Quilo?

Gênero: Drama

Tempo: 110min

Distribuidora: Riofilme

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comentários
  1. O filme é bastante interessante comecando pelo título quanto vale ou é por quilo? pode compreender que o video relata como são as políticas públicas em nosso país, como as pessoas abusa do poder para satifazer a si mesma.

  2. O filme mostra o quanto a população negra e pobre sofria com os descasos dos poderosos que se sentiam os donos de tudo e de todos mantendo-os como escravos sem direitos a uma vida digna sendo obrigados a passar por grandes humilhações sustentando apenas o bem estar daqueles que só visam o poder e o lucro financeiro.

  3. Mozaniel disse:

    O filme “Quanto vale ou é por quilo”, relata uma uma questão social, racial e preconceituosa na epoca da escravatura, porém, não deixa de trazer fatos de grande relevancia para a nossa relidade, como: as prisões de escravos e os massacres por eles sofridos que continua até hoje nos “carindirus” da vida de forma desumana.
    Outra questão que me chama atenção é a busca desenfreada pela sociedade capitalista que visa apenas o lucro. E um grande descaso por aquilo que é público que deveria funcionar de forma justa e honesta para a população carente.

  4. luiz claudio disse:

    O filme, nos remete a uma reflexão acerca da sociedade que vivemos, mostra as farcetas de pessoas, que camuflam a realidade criando políticas e programas para calar as classes menos informadas, ironizando com todos fazendo de conta que tudo está em mil maravilhas.

  5. marluce disse:

    É um filme que nos faz refletir sobre a consciência humana e a evolução da miséria através da história.

  6. taisa ferreira disse:

    É um filme que mostra muito bem a realidade do nosso país, pois a corrupção está ficando cada vez m ais absurda

  7. Vanessa Souza disse:

    Ao assisti o filme, percebi um contra ponto entre o século XVIII e o século XXI. Em que as classes dominantes sempre procuram tirar vantagem das classes dominados, que geralmente são: pobres, negros. Provocando assim, a revolta dos menos favorecidos.

  8. Vanessa Souza disse:

    Ao assisti o filme, percebi um contra ponto entre o século XVIII e o século XXI. Em que as classes dominantes sempre procuram tirar vantagem das classes dominados, que geralmente são: pobres, negros. Provocando assim, a revolta das menos favorecidas.

  9. O filme foi exibido na Faculdade de Educação UFBA-Tapiramutá,durante a atividade de Educação e Cibercultura, pelas educadoras Darlene Almada e Maristela Midley. A obra nos remete ao passado para identificarmos e entendermos melhor os problemas e conflitos da sociedade no presente.

    • Méa disse:

      Olá pessoal do turma Faculdade de Educação UFBA-Tapiramutá”!!!!

      Que beleza ter vocês aqui em nosso blog. Viva as redes! Darlene e Maristela são amigas queridas e assim como eu, militantes pela Educação na Cibercultura. Sabem porque?

      Não nos contentamos apenas com a denúncia. Denunciar é ótimo para não cairmos na engenuidade da mudança radical. Ainda temos escravidões, no plural mesmo, corrupção, usos e abusos da população menos favorecida economicamente. Mas temos também gente e grupos fazendo diferença.

      Nós professores e professoras temos o poder de fazer a diferença em nossos espaçostempos. Nosso poder centra-se na mediação da autoria e da cidadania de nossos alunos (crinaças, jovens e adultos). É o povo que vota e que deve fiscalizar e decidir sobre nosso destino. Além disso , o que importa é a formação. Quando somos bem formados temos nosso destino conosco e não entregue ao acaso…

      Um beijo grande!

      Agora vamos fazer interatividade, ou seja , cocriação da mensagem. Cada um postou sua mensagem. Agora vamos debater com os colegas. Comentem também a minha mensagem. Vamos turbinar nossas argumentações.

  10. maria zenaide disse:

    O filme mostrou imagens e relatos no período da escravidão, onde negros, pobres e favelados são castigados,descriminados e escravizados por falta de políticas públicas, de emprego, inclusão social, e por comando de corrupção causada pelas classes sociais que se dizem donos do poder.

  11. O filmqe mostrou imagens que referem acontecimentoss da època da escravatura no sèculo xviii, com imagens da contemporânea, onde muitas pessoas com menores possibilidades de vida sâo menosprezadas pelas maiores.Podemos considerar os habitantes das periiferias das grandes cidades ,que nâo têm as mesmas condiçoes dos que residem no centro eatè mesmo no emprego ,quando somos quase obrigados a desenvolver certas tarefas 0u entâo ser transferidos do local de trabalho.

  12. Rose Mendes disse:

    O filme quanto vale ou e por quilo retrata muito sobre a escravidão e a corrupção. É um filme muito bom que demonstra como eram os costumes e os métodos das classes dominantes no período colonial. O mesmo aborda como podemos observar que o Brasil precisa ser revisto em sua política, pois ilude o nosso povo com promessas inúteis.

  13. O filme retrata a realidade vivenciada desde do seculo XVIII,ate os dias atuais onde há o descaso com o dinheirro público sendo mal distribuido entre as classes sociais, deixado claro a corupção na sociedade. Os recurso que deveriam ser aplicado de forma correta são desviados e destribuido por ONGS falsas deixando o povo a mecer a maginalização.

  14. Tamires Souza disse:

    Um filme brasileiro muito bem elaborado, que mostra a total realidade de nosso país diante da corrupção, da desiguladade social e do preconceito, onde são criados ONGs dizendo favorecer a inclusão digital em comunidades pobres, mas que na realidade usam o dinheiro público para fins pessoais.

  15. O filme é muito rico de informações, mostrou-nos a realidade de projetos que existem somente no papel, feitos por empresas com o intúito de obter lucros em benefício próprio. Outro ponto que ficou bem claro, foi a propaganda, na qual mostram uma coisa quando na realidade é outra. Também o mesmo, fez relações com a escravidão, na maneira com que eram tratados os escravose como são tratadas hoje as pessoas que tentam ser contra esses tipos de latrocínio.

  16. Assistir o filme e vou assistir novamente porque faz uma crítica muito real sobre a política e a economia. Antigamente o Capitão do mato recebia dinheiro do proprietário para capturar o fugitivo e as vezes até matava. Hoje muitos políticos para manter a maracutaia contrata bandido para calar a boca de quem se manifesta pela defesa de seus direitos. Cabe fazermos uma autobiografia do candidato a lider do nosso país para ver se ameniza os roubos, porque não sabemos mais em quem confiar.

  17. O filme é muito bom, seu conteúdo é muito rico, uma vez que, abrange vários aspectos como o preconceito, a corrupçã, a responsabilidade social, dentre outros. NO entanto relacionando com a contemporaneidade, fico imaginando, o que mudou na educação, nos projetos sociais? será que realmente mudou? creio que avançou muta coisa, isso não podemos negar, porém ainda falta muito o que mudar.

  18. Thiane Paula disse:

    A proposta de assistirmos o filme no âmbito da UFBA em Tapiramutá, trouxe-me uma visão ilusitada sobre algo que já sabia. “O mundo do faz de conta” vivenciado em nosso país, com Políticas Públicas existentes apenas em papéis e nenhuma prática cria-se revolta, pois, a corrupção, nepotismo e falta de respeito com a sociedade, traduz um país de grande desigualdade social.

  19. wilson xavier disse:

    Um filme que mostra muito bem a realidade em que vivemos no Brasil e no mundo pois a corrupção esta ficando cada vez mais absurda aonde iremos parar desse jeito.

  20. O filme é ideal para refletirmos sobre desigualdades sociais, preconceito, etc.
    Essa produção cinematográfica traz a tona o nosso passado ecravista.
    Nos dias atuais percebi a miséria e a prisão como meio rentável.

  21. Cristiana disse:

    A sociedade precisa refletir sobre como pensa, age, e tudo mais que tenha a ver como social, pois, a responsabilidade de um Brasil descente e igual é de cada um de nós. As pessoas deveriam assistir esse filme com um olhar crítico sobre os fatos por ele abordados.

  22. No início não entendi muito bem o filme, pois eram misturadas as cenas de problemas atuais com problemas do tempo da escravidão. Na verdade o filme mostra que no Brasil o tempo passa e nada muda,a corrupção é a mesma.

  23. O filme nos mostra uma realidade da nossa sociedade, na qual as pessoas tem prazer em explorarar as classes menos favorecidas e com poucos conhecimentos.

  24. O filme nos mostra uma realidade da nossa sociedaade, na qual as pessoas tem prazer em explorar as classes menos favorecidas e de pouco conhecimento.

    • Cascia Regina disse:

      É um filme muito interessante, onde mostra uma realidade preconceituosa com a classe baixa e os negro. Visto que o passado e o presente estão unidos pelo preconceito e pela falta de humanização.

      • Gardilene disse:

        Sou cursista da UFBA em Tapiramutá e concordo com os demais comentários, pois o filme retrata os descasos feitos pelos governantes, que promete políticas e programas de melhorias para os mais humildes e depois de eleitos não assume a proposta “idealizada” por eles.
        Contudo a população perde oportunidade de se socializar e evoluir com direitos e igualdades.

  25. A UFBA tem me proporcionado muitos prazeres,pois estou interagindo com outros mundos, como aqui assistir esse filme gostei vim postar um comentário.
    O filme trouxe muitas comparações com o passado e o que vivemos hoje,percebi que não mudou muito a escravidão só se aperfeiçoou e mudou o nome dos castigo e discriminações que na verdade o filme traz uma retrospectiva de pensamentos e opiniões.

    • Méa disse:

      Olá pessoal! Olá Francisca!

      O papel da universidade é este mesmo. Revelar as diveras formas de construção do conhecimento, da cultura, da tecnologia e da ciência. Podemos colocar todas estas palavras no plural : conhecimentos, culturas, tecnologias, ciências. Saberes!!!

      O cinema é um dos artefatos culturais mais poderosos. Contem um pouco mais sobre os links que fizeram do conteúdo desse filme com os temas ministrados pelas professoras Darlene e Maristela.

      Quero aprender mais com vocês!
      []s
      Méa

  26. gilmária disse:

    O filme retrata a realidade do nosso pais. Se pararmos para analizar cada cenas ocorrida no filme, certamente estamos vivênciando cenas dramátics, onde o vandalismo, ea corrupção com as verbas que é destinads a investimentos em prol as identiddes são desviadas e destinadas a outros meios sem fim lucrativos.

  27. O filme retrata uma pura realidade da corrupção em torno da captação de recurso. Utilizando a pobreza e a miseria das pessoas crescendo nas costas das mesmas, com intenção de beneficio própio.

  28. Valéria disse:

    O filme deixa bem claro, a falta de políticas públicas sólidas, e quanto a classe dominante mascara a realidade brasileira em prol de interesses próprios. Em muitos casos, isso acaba gerando violência, como é mostrado no filme, e os problemas sociais são “empurrados com a barriga”.

  29. O filme mostra a gana pelo poder e pelo dinheiro como também pelo domínio dos governantes pela classe pobre que necessita de ajuda e que são obrigados a aceitar o que eles dão.Os que não aceitam essas condições são executados.

  30. Ésse filme é bastante interessante,que mostra a realidade de nosso País.

  31. elinea disse:

    É um filme com uma problemática bem atual que acontecia na escravidão para os dias de hoje que só mudou a maneira que se pratica taiss crimes e seus nomes.

  32. Esse filme mostra a realidade do nosso País ,onde as vezes ficam escondidas.
    É importante,expor os grandes disvios de investimentos destinados a várias entidades.

  33. O filme é bastante interessante ,é realmente muito importante expor as pulíticas publicas de nosso país.È inquestionavel ,hoje em pleno século vinte e um um País tão injusto e que ainda existe muita descriminação.

    • Méa disse:

      Olá turma! Muito bom ter vocês aqui no blog

      De uma forma geral vocês relatam a indignação com os programas e algumas políticas problemáticas. Por outro lado não podemos achar que tudo é corrupção. Existem Ongs sérias e programas e políticas bem intencionados. É importante mapearmos e valorizarmos os bons trabalhos. Como nós professores, podemos ser protagonistas das boas ações e dos bons projetos?

      Como a tecnologia digital poderá nos ajudar neste desafio?

      Como vocês usariam este filme em suas aulas na escola básica? Que temas poderíamos discutir?

      Vamos ao deabte?
      beijo grande
      Méa

      • josevaldo francisco da silva disse:

        o filme é um contrasenso entre o que se fala e o que se pratica. somos o país da esperança com grandes perspectivas de crescimento economico. não posso negar que muita coisa mudou para melhor, mas os grandes contrastes ainda continuam principalmente no tocante ao salário mínimo. É ou não é vergonhoso o que se paga por mês aos nossos trabalhadores, principalmente professores, policia e profissionais da saude? o filme retrata a vergonha da escravidão, do preconceito de cor, o jogo sujo de muitas ongs e o trato com que o governo olha para a pobreza. mas é também um reflexo do descaso com o povo, exploração da mão de obra barata.

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