O Leitor

Publicado: 19 de junho de 2010 em Cine Internacional

O Leitor” foi adaptado para o cinema pelo roteirista David Hare. O filme conta a história de Michael Berg, um advogado alemão que, nos idos de 1958, mantém um caso com uma mulher mais velha, Hanna Schmitz, até que ela subitamente desaparece de sua vida para ressurgir oito anos mais tarde, no banco dos réus de um tribunal alemão, acusada de ter trabalhado para a SS durante a Segunda Guerra Mundial e de ser uma das responsáveis pela morte de dezenas de judeus em diferentes momentos da guerra. Michael percebe que Hanna guarda um segredo que acredita ser pior que seu passado nazista, um segredo que pode ser crucial para a decisão da corte.

Fonte: http://pt.wikipedia.org/wiki/O_Leitor


O filme foi exibido em nosso cineclub, no dia 22 de junho às 15h, na sala 12.027B, na Faculdade de Educação – UERJ.


Ficha técnica

Título original: The Reader

Gênero: Drama

Tempo: 124min


Para discussão e reflexão o estudo do 1º capítulo do livro de Lúcia Santaella:

Navegar no Ciberespaço: o Perfil Cognitivo do Leitor Imersivo.

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comentários
  1. Nós também fizemos uma exibição e debate sobre o filme O leitor. Que tal trocarmos algumas idéias??
    Adorei o projeto de vocês! Conheçam o nosso também, o CINE CCH que indiquei acima.
    Um abraço,
    Adriana

  2. Raquel Lopes disse:

    ficha técnica:título original:The Reader
    gênero:Drama
    duração:02 hs 04 min
    ano de lançamento:2008
    site oficial:http://www.thereader-movie.com/
    estúdio:The Weinstein Company / Neunte Babelsberg Film / Mirage Enterprises
    distribuidora:The Weinstein Company / Imagem Filmes
    direção: Stephen Daldry
    roteiro:David Hare, baseado em livro de Bernhard Schlink
    produção:Donna Gigliotti, Anthony Minghella, Redmond Morris e Sydney Pollack
    música:Nico Muhly
    fotografia:Roger Deakins e Chris Menges
    direção de arte:Christian M. Goldbeck e Erwin Prib
    figurino:Donna Maloney e Ann Roth
    edição:Claire Simpson
    efeitos especiais:RhinoFX / Custom Film Effects

  3. Formação Cineclub disse:

    Olá!!

    Alice destaca neste filme 3 cenas:



    Vamos pensar com ela?

    • Raquel Lopes disse:

      A cena 1 http://www.youtube.com/watch?v=fqMKKdlUoBY&feature=related
      destacada pela Alice inicia falando de quem detem o privilégio da informação: ora pode ser perverso, ora nobre… Mas, sempre há segredos a esconder.

      Na parte da cena 1 que a personagem Hanna pergunta qual idioma o menino estuda e ele fala algumas frases em latim e em grego e ao ouvir as tais frases ela diz que é lindo, o menino se surpreende e indaga: “Como pode saber se é lindo se não sabe o significado?!”

      Este é o ponto: Saber o significado do que lê, do que escuta…

      Saber ler. Ser bom na leitura. Leitura não é simplesmente codificar ou decodificar signos, mas já é um começo.

      Importa que a leitura seja significativa e agregue valor, conhecimento… de homem e de mundo.

      • Raquel Lopes disse:

        No destaque de cena que Alice fez : Cena 2 http://www.youtube.com/watch?v=AUj38TF–Tg&feature=related
        mostra que Hanna e o menino estão passeando. Ele tem um mapa em mãos e diz que vai mostrá-la para onde vão. Ela não se interessa e diz: “Não quero saber!!!”
        Eles chegaram a uma Igreja onde há um coro de crianças ensaiando. Hanna senta-se e se emociona com o que vê, escuta…
        O menino a observa emocionada. E se encanta. Enamorado, ele escreve um poema enquanto Hanna continua vivendo o momento, agora um banho de rio.

        Neste momento do filme, a nossa subjetividade nos deixa com um sentimento de interpretação de sensibilidade e delicadeza de Hanna…
        Nos faz remeter ao amor, a paixão, a beleza interior… de ambos os personagens que vivem um momento de descoberta mútuo. Embora, em sentidos tão diferentes. Ele se encontra e escreve um poema movido pelas suas emoções. Ela se reencontra e segue vivendo cada momento.

        O fato é que cada um deles tem uma leitura silenciosa deste momento e são envolvidos na sua própria subjetividade. Eles não compartilham da leitura, deste momento. Aqui é feita um leitura individual. Cada um, fica com a sua leitura do momento.

  4. Edméa Santos disse:

    Beatriz Lorena :O Blog esta muito bom!!!Estou de olho nas dicas. Já já coloco um link direto, blogs interligadosss.
    Até breve

    Bia acho o blog confuso. Temos que reestruturá-lo.
    []s
    Méa

  5. Edméa Santos disse:

    Olá Alice!

    A personagem em “O Leitor” não era uma leitora. Seu alnalfabetismo a levou ao nazismo. Este foto revela o quão importante é a leitura, seja ela contemplativa ou não. Como a informação não circulava em rede como hoje, a personagem não sabia onde e por que estava naquele lugar com aquelas pessoas. A vergonha de não assumir que não sabia ler comprometeu sua vida inteira e a vida de outras pessoas.

    []s

    Méa

  6. O Blog esta muito bom!!!
    Estou de olho nas dicas. Já já coloco um link direto, blogs interligadosss.

    Até breve

  7. Formação Cineclub disse:

    Para refletir sobre o filme “O Leitor” (1995)do diretor Stephen Daldry propus o recorte de três cenas com a intenção de re-significar a leitura do capítulo 1 sobre o leitor contemplativo, mediativo da obra de Santaella (2004), pois ambos revelam a atração dos sentidos humanos pelo “universo letrado”.
    A leitura pode ser circunstancial considerando-se a realidade de cada pessoa que lê ou ouve alguma história. O filme revela que embora não haja o domínio da língua falada ou escrita, há o fascínio pelo o quê se pode descobrir a partir do domínio da leitura, muito bem retratado na cena 1 quando a mulher , Hanna Schmitz (kate Winslet), passou a conhecer outras histórias a partir de um encontro ao acaso com o adolescente Michael Berg (David Kross). A partir de então foi possível conhecer outras histórias da forma mais diversificada possível.
    A possibilidade do ser humano se libertar, emancipar através da leitura dos signos e dos objetos, conseguindo ler nas entre linhas, ou seja, entendendo não só o que está revelado, mas o sentido do que está implícito ao que se quer dizer o afasta de uma posição vulnerável dos interesses que por vezes são alheios a sua própria vontade, conforme cena 2 quando a mulher confia seu destino a outra pessoa sem lhe revelar diretamente seu desconhecimento dos signos linguísticos. É importante notar que há uma troca de conhecimentos onde a mulher tem toda uma experiência de vida não só por ser mais velha do que o rapaz, mas por estar inserida em outro contexto familiar, econômico e social.
    No início do filme (cena 1) foi possível assistir o uso de uma leitura acompanhada por uma articulação vocal, uma interiorização do texto pelo adolescente que fez uso da sua voz o corpo dos escritores lidos, enriquecendo-a com sua linguagem corporal de quem interpreta uma história, contudo a mesma retrata uma pessoa sem o domínio da língua escrita.
    Neste momento, fazendo um contraponto com a obra de Santaella (2004) se faz necessário recordar que foi a partir da Idade Média com a evolução tecnológica do papel impresso quando se tornou possível a leitura silenciosa, contemplativa, reflexiva que possibilitaria idas e vindas sobre a obra e a evolução do pensar de forma mais sistematizada com o que se lê e se escreve. Este tipo de leitura que pode acontecer em qualquer lugar e a qualquer hora implicando o leitor estar propício a se concentrar num outro “mundo” que o afasta do local em que se encontra fisicamente, ou seja, proporciona uma mobilidade a quem aparentemente permanece no mesmo lugar.
    Quanto mais intenso for o hábito de leitura maior será o desprendimento do leitor entre as variadas obras que “tornam a ordem do discurso imediatamente mais legível, aumentando o quantitativo de textos mais fragmentados em unidades separadas, e que reencontram, na articulação visual da página, as conexões intelectuais ou discursivas do raciocínio” (Chartier apud Santaella, 2004:22).
    A partir do século XIX a presença dos livros em diversificados lugares trouxe a possibilidade de aumento do número de leitores de natureza mais variada possível propiciando uma relação íntima entre o leitor e o livro, leitura do manuseio, da intimidade, de acordo com Santaella (2004) “a leitura um ato de trabalho: por trás da aparente imobilidade, há a produção silenciosa da atividade leitora […], pois o ato de ler é um processo complexo que envolve não apenas a visão e percepção, mas inferência, julgamento, memória, reconhecimento, conhecimento, experiência e prática” (Santaella, 2004:23).
    Em referência a cena 3, ler traz a recordação de outros livros, pinturas, outras artes, situações, sentimentos, desperta desejos, se revela num acúmulo de informações que avançam de acordo com o movimento contemplativo e de ruminância de cada leitor habitual. A imaginação tem a oportunidade de ir longe ou perto de acordo com a vontade do leitor que não sofre com as urgências do tempo permitindo-se retornar e re-significar o seu conhecimento.
    O tipo de leitura irá variar conforme a intelectualidade e intencionalidade de cada leitor.

    Referências:

    Santaella, Lúcia. Navegar no ciberespaço: o perfil cognitivo do leitor imersivo. São Paulo: Paulus, 2004. – (Comunicação).
    SCHILINK, Bernhard. Filme: O Leitor. 5 Indicações ao Oscar 2009.Direção de Stephen Daldry.Brasil: 2008.

    Post de Alice Maria Costa

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