S1m0ne

Publicado: 28 de julho de 2010 em Sem categoria

SIMulation ONE – SIMONE” – Neste filme o autor narra a saga de “Viktor Taranky”, personagem protagonizado pelo ator Al Patino, com seu processo de produção de filmes construídos apenas com recursos digitalizados.  Após um processo de decadência artística e de desentendimentos com atores e equipe de produção da grande indústria cinematográfica, a personagem criou uma atriz virtual (SIMONE) a partir de um banco de dados digitalizados que simulando talentos diversos de grandes atrizes, produtores, figurinistas, maquiadores. Após receber de um fã – Harker –  tal banco de dados, a personagem que é um cineasta, não só criou uma atriz e um filme como também criou um mundo de convergências artificiais que polemizaram seu cotidiano tal forma que não se sabia mais qual o limite entre realidade e a ficção, a atualidade e a  virtualidade. Sua ida tornou-se um caos com complicações inclusive com a Justica de seu país. Revoltado com sua criação (SIMONE), que acabou tomando vida própria, Viktor Taranky resolveu cortar o mal pela raiz. Apagou todos os dados de seu computador. Este ato acabou complicando muito mais a sua vida, pois sem os mesmos não tinha como provar sua inocência. Foi sua filha, nativa digital, o salvou recuperando as informações digitalizadas  e provando a inocência do seu pai.

Este filme nos permitiu tencionar sobre as noções de de virtual, atual, real (Pierre Levy), objetos de aprendizagem (Santos, Alves), geração Net (Dom Tapscot), nativos e imigrantes digitais (Baudrillard), leitor imersivo (Santaella) e cibercultura (Levy, Lemos, Santaella), interatividade (Silva), redes e novas educações (Pretto).  Esta narrativa fílmica nos permitiu articular, integrar e problematizar noções fundamentais para nossos estudos sobre cibercultura, educação, docência e tutoria online.

Edméa Santos

O filme foi exibido em nosso cineclub, às 15h, na sala 12.027B, na Faculdade de Educação – UERJ.

Ficha técnica

Título Original: Simone

Gênero: Drama

Tempo: 117min

Distribuidora: New Line Cinema / PlayArte


Link para cenas destacadas:

http://www.youtube.com/watch?v=OoLynWuAKMQ

http://www.youtube.com/watch?v=eBirc9QSRog

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comentários
  1. João carlos sampaio disse:

    Eu não irei fazer nenhum apontamento de cena,mas sim narrar um pouco o comportamento do diretor ao longo do filme.Ele se mostrou anti-ético ao afirmar a existência de uma suposta atriz .Durante todo o filme vimos que ele levou de cabo a rabo toda essa situação.Correlatando este fato a vida real é muito comum meio de comunicação se utilizarem de recursos de informática para criar supostas situações,ou seja,maquiar supostas informações.Durante a leitura do texto de André lemos,Cibercultura-Alguns pontos para a compreensão de nossa época,ele faz menção da falta de ética no ciberespaço.Além de teorizar sobre essa informação.

  2. João carlos sampaio disse:

    Do filme eu não vou fazer nenhum apontamento de cena,mas sim narrar a situação em que o diretor conduziu durante todo o filme.Durante o deseenrolar do filme constatamos uma falta de ética do diretor ao mentir sobre a existência de uma suposta atriz. Traduzindo para a nossa realidade é muito comum meios de comunicação se uitlizarem de recursos de fotoshop para maquiar supostas situações.Recorrendo ao texto do André lemos,Cibercultura-alguns pontos para a compreensão da nossa época,ele faz menção a falta de ética no ciberespaço.

  3. joice henck disse:

    Ops! Esqueci de abordar as “três leis da cibercultura” de André lemos. Bom, a partir do que registrei sobre “encadeamento midiático” podemos ver como não há a substituição algo “antigo” pelo “novo”, o que há é a reconfiguração dos aparatos, dos seus usos e suas abordagens. A liberação do pólo emissor, segunda lei, pode ser trabalhando dentro da visão de micromídia (digital). E a terceira, lei da conectividade, é percebida no momento em que há o encadeamento midiático.

  4. joice henck disse:

    Simone, como alguns já apontaram, traz a tona algumas boas discussões. Abordando a visão de Dorival, creio que o filme não fique restrito as questões de mídia de massa, de fanatismo. Entretanto, trago como contribuição o autor Joan Ferrés (livro “televisão subliminar”). Ele desenvolve bem essa questão do “fascínio das estrelas” (cap 5 do livro) onde aponta a necessidade de compensações afetivas com as quais funciona o psiquismo humano sua principal causa. Em seguida, Fausto traz a idéia do culto exagerado do digital. Além desta visão, Simone apresenta uma das possibilidades que o digital oferece a sociedade contemporânea, imerso no conceito de cibercultura. Pensando em outras abordagens, por sugestão da profª Edmea, fui pesquisar o conceito de “encadeamento midiático” de Alex Primo. Pelo que entendi, este conceito é decorrente dos três níveis midiáticos que a autora Thornton propõem: mídia de massa, mídia de nicho e micromídia (meios de baixa circulação, que visão pequenos públicos). Na produção das mídias de nicho e de massa, há a necessidade de um grande investimento de pessoal e de sofisticados meios de produção. Assim, há um alto custo exigindo grande audiência. A micromídia, por outro lado, são produzidas quase artesanalmente e, em muitos casos, por uma única pessoa, tendo os produtores intimidade com o conteúdo. Estes níveis não mantém uma relação excludente entre si. “Pelo contrário, um nível recorre a outro para se pautar, expandir sua atuação e até mesmo inspirar relatos e críticas a serem veiculados. Essa inter-relação entre os diferentes níveis é o chamado encadeamento midiático. […] blog e comentam novelas, […] jornalistas que acompanham o twitter em busca de novas pautas” (www6.ufrgs.br/limc/PDFs/caso_Isabella_e_Madeleine.pdf). Fica claro, agora, como esta abordagem pode ser discutida a partir do filme Simone. Num primeiro momento, o alto custo poupado na utilização do programa digital, a intimidade de Taranky com sua produção (final). Posteriormente, como algo restrito ao micro, pertencente Taranky, ganha a proporção da mídia de massa.
    Bom, deixo para consulta o site de Alex Primo: http://www.interney.net/blogs/alexprimo/

  5. Denival Barbosa de Souza disse:

    Achei um pouco exagerado o modo como o roteirista do filme Simone abordou a personagem. Tenho a opinião que a mass midia do entretenimento é autofágica e por isto vive criando “ídolos” de barro. Embora saiba que o filme é uma obra de ficção, recuso-me a acreditar que uma atriz que surge enigmaticamente no mundo artístico possa provocar a comoção que a mass midia faz crer que a atriz provoca.
    Parece que saber quem é Simone é o único desejo das pessoas, o que acho que é uma falácia.
    Abs.

    Denival Barbosa

    • Méa disse:

      Denival sua crítica é muito bem-vinda!

      O que nos interessa é a discusão da potência comunicacional e da pedagógica do digital e suas implicações políticas. Não é o caso de fazermos o discurso de assumir lógicas equivocadas e unidireconais. Vamos polemizar!

      Este é um convite para todos e todas!
      []s
      Méa

  6. Fausto Amaro disse:

    Assisti este filme em duas partes. Primeiro em sala (na aula de Educação e Cibercultura) e terminei de vê-lo em casa (graças a santa internet e,principalmente, ao santo google).

    O filme é um caleidoscópio de conceitos e reflexões superatuais e interessantes. No entanto, acredito que o foco do filme se encontra na crítica ao culto exacerbado do digital/computador, representada pela idolatria que a sociedade demonstra pela personagem Simone.

    Taranski “cria” Simone para que ela seja um mero suporte para sua arte. O que ele não esperava é que ela ganhasse vida própria, moldada pelo MCM, e se tornasse maior que seus filmes. Essa problemática, de temor às máquinas/computadores, é recorrente em Hollywood. Guardada as devidas proporções, filmes como Controle Absoluto e Matrix também retratam o poder das máquinas sobre os homens. Obviamente, Simone não chega a ser uma cibervilã, como o são as máquinas nesses dois filmes acima citados.

    Bem, é só isso, por enquanto.

    • Méa disse:

      Olá turma! Olá Fausto!

      Fausto esta relação homem-máquina no cinema é muito curiosa. Passamos por várias fases. Uma delas é a relação homem-máquina dominada pelas máquinas no final da história. Esta fase é mais cibernética. Por outro lado cibernética não é a mesma coisas que Cibercultura ou Cultura Digital.

      Aqui a relação homem, máquinae rede e bem diferente. Vamos discutir um pouco mais isso? De que forma a Cibercultura é tratada no filme? Notamos que no filme Simone a Mídia de Massa doma marcasda Cibercultura para sua potência. O Alex Primo vem chamando isso de “Encadeamento Midiático”. Vamos falar mais sobre isso? Vamos pesquisar!

      Beijos
      Méa

      • Luana Lisboa disse:

        Assistir o filme S1m0ne em sala, pela disciplina Educação e Cibercultura, e assim como o Fausto, através da internet pude baixa-lo e vê-lo navamente.

        O filme nos mostra a Cibercultura como forma de ampliação de ações e comunicações sobre o mundo. De acordo com o trecho do filme no qual Viktor Taranky cria uma atriz virtual através de banco de dados digitalizados, no qual reunia diversas qualidades de personalidades distintas. Diante disso, podemos analisar a transformação da arte através da comunicação eletronica. A cibercultura nos permite a interatividade, as possibilidades hipertextuais, as colagens de informações e a simulação para além da exposição/audição, assim como afirma o texto de André Lemos.

        Através da criação desse personagem virtual, Taransky se relacionava com o mundo, através do filmes lançados por ele com a atuação da Simone, de forma a potencializar a relação espaço-temporal, vivenciando uma sensação de virtual e real, na qual no decorrer do longa estas se confundem.

        No estudo da cibercultura, o filme nos traz um relevante enriquecimento para que possamos endenter como a cibercultura funciona na prática. Além de podermos dialogar com o texto do André que nos agrega a teoria.

        Bjos Luana.

        • Méa disse:

          Olá turma! Olá Luana!

          Luana disponibilize aqui, por favor, o link do filme “Simone” na internet. Assim quem não viu no cineclube e nas aulas poderá assistir diretamente do seu computador.

          []s

          Méa

        • Méa disse:

          Sobre o “Banco de dados” da persogem Vicktor Taransky…

          Pessoal este banco de dados não seria uma “Repositório de OBJETOS DE APRENDIZAGEM”? Para nós educadores e gestores de educação online um objeto de aprendizagem é qualquer conteúdo ou extrato de conteúdo digitalizado que pode ser utilizado, ou reutilizado para fins educativos.

          Como podemos desdobrar a noção de “objetos de aprendizagem” relacionando-a com o banco de dados do Victor Taranskhy?

          Vamos pesquisar um pouco mais? Vejam esta mini-entrevista da Lynn Alves. http://www.conexaoprofessor.rj.gov.br/sala_de_aula_entrevista-02.asp

          Busquem mais referências!

          []s

          Méa

  7. Gabriela disse:

    Assisti este filme numa das atividades do cineclub com o GPDOC, além do dia na eletiva. Ótimo para trabalhar as diferenças entre o digital e o virtual, muitas vezes utilizados como sinônimos, porém, já esclarecido através dos nossos estudos com Lévy. Aprendi com este autor que o virtual se opõe ao real, ou seja, o virtual é algo em potência, que atualizamos quando colocamos em prática.
    Além disto, fica clara a diferença entre nativos e imigrantes digitais, nestas duas semanas destacadas. Na primeira, “Artes e Ciência a dupla perfeita”, o personagem do Al Patino, Viktor Taranky, diz “eu não sei nada de computador”, mas no resto do filme ele utiliza-se da tecnologia digital para construir Simone, ou seja, ele é um imigrante, pois não nasceu neste contexto da Cibercultura, porém aprendeu a utilizar de seus meios. Já sua filha, demonstra na segunda semana e em quase todo filme, uma grande afinidade com os computadores, como uma boa nativa digital, nasceu brincando com controles remotos e teclados, hoje tem grande afinidade com os meios e as linguagens da Cibercultura.

    • Méa disse:

      Olá Gabi!

      Sua sacada sobre as caracterísitcas dos “imigrantes” versus “nativos” digitais foi certeira. Fala mais sobre estas noções. Procure integrar teoria estudada por nós com algumas cenas do filme. Que tal procurar as cenas no youtube e taze-las para revermos e continuarmos a discussão?

      Sobre as noções de “real” e “virtual” você se enganou na argumentação. Vou deixar você pesquisar um pouco mais e trazer aqui para o debate. Que tal reler o primeiro capítulo do livro “O que é o virtual?” do Pierre Levy?

      Pessoal da disciplina “Educação e Cibercultura” cadê vocês?

      Espero todos e todas para o debate!
      []s

      Méa

      • Gabriela disse:

        Nossa, méa que mancada! deixei passar esse erro na redação! Eu aprendi muito com o Lévy e nas discussões do GPDOC, mas acho que nesse dia minha função multitarefa deixou a desejar e deixei passar um erro tão bobo!
        Então reformulado:

        Assisti este filme numa das atividades do cineclub com o GPDOC, além do dia na eletiva. Ótimo para trabalhar as diferenças entre o digital e o virtual, muitas vezes utilizados como sinônimos, porém, já esclarecido através dos nossos estudos com Lévy. Aprendi com este autor que o virtual se opõe ao ATUAL, ou seja, o virtual é algo em potência, que atualizamos quando colocamos em prática.
        Além disto, fica clara a diferença entre nativos e imigrantes digitais, nestas duas semanas destacadas. Na primeira, “Artes e Ciência a dupla perfeita”, o personagem do Al Patino, Viktor Taranky, diz “eu não sei nada de computador”, mas no resto do filme ele utiliza-se da tecnologia digital para construir Simone, ou seja, ele é um imigrante, pois não nasceu neste contexto da Cibercultura, porém aprendeu a utilizar de seus meios. Já sua filha, demonstra na segunda semana e em quase todo filme, uma grande afinidade com os computadores, como uma boa nativa digital, nasceu brincando com controles remotos e teclados, hoje tem grande afinidade com os meios e as linguagens da Cibercultura.

  8. Paty Michele disse:

    Vi esse filme aqui em SSa, na época de seu lançamento. Espantou-me o fato de ter ficado tão pouco tempo em cartaz, e quase não ter sido comentado pela mídia, ou mesmo no ambiente acadêmico.

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